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OMS alerta para inatividade física entre jovens em todo o mundo

OMS alerta para inatividade física entre jovens em todo o mundo

Um quarto dos adolescentes em todo o mundo praticamente não pratica nenhuma atividade física, nem sequer uma hora de exercício por semana. O dado foi divulgado pela Organização Mundial da Saúde, que alertou sobre os riscos significativos que essa falta de movimento traz para o bem-estar e a longevidade das novas gerações.

As estimativas globais constataram que um em cada quatro jovens de onze a dezessete anos relata não ter tido nenhum dia ativo na semana anterior. O levantamento publicado na revista The Lancet Global Health baseia-se em centenas de pesquisas populacionais realizadas em cento e quarenta países e territórios, envolvendo mais de três milhões e duzentos mil adolescentes.

Panorama global da falta de movimento

Extrapolados, os resultados representam cerca de duzentos e quarenta milhões de jovens sem nenhum dia ativo ao longo de uma semana. Os participantes relataram praticar atividades físicas em média em dias específicos por semana, enquanto apenas uma pequena parcela disse ter sido ativa em todos os dias do período avaliado.

A agência de saúde das Nações Unidas destacou que a inatividade física constitui um importante fator de risco para o desenvolvimento de condições crônicas. Entre os problemas associados estão doenças cardíacas, diabetes tipo dois e determinados tipos de câncer.

Desigualdade de gênero e o impacto das telas

O relatório apontou uma persistente desigualdade de gênero nos índices globais. Em quase todos os países e regiões analisados, as meninas demonstram ser consideravelmente menos ativas do que os meninos no dia a dia.

Enquanto uma parcela expressiva das jovens relatou ausência total de dias ativos, a porcentagem entre os meninos foi menor. Fatores como o uso excessivo de telas, o estilo de vida cada vez mais sedentário e a falta de espaços seguros influenciam diretamente essa realidade.

Desafios estruturais nas comunidades

Para especialistas da área, a solução para o problema não reside apenas em exigir maior esforço individual dos jovens. O foco deve ser direcionado à transformação dos ambientes urbanos e escolares para incentivar a mobilidade natural.

A criação de ruas, escolas e comunidades que facilitem o deslocamento a pé ou de bicicleta com segurança torna-se fundamental. Governos e autoridades locais precisam adotar políticas públicas que integrem a prática de exercícios à rotina diária da população de forma acessível.

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