Projeto Diniz Social atende cerca de 300 crianças em uma única ação na capital, já beneficiou mais de 2 mil no Distrito Federal e aposta no diagnóstico precoce para evitar dificuldades de aprendizagem
As Óticas Diniz ampliaram, em Brasília, uma iniciativa que une saúde ocular, inclusão social e educação. Por meio do projeto Diniz Social, a rede oferece exames oftalmológicos e óculos de grau gratuitos para crianças em situação de vulnerabilidade social. Na ação realizada no último sábado (17), cerca de 300 pacientes pediátricos passaram por atendimento em um hospital particular da Asa Sul.
Com dez anos de atuação, o projeto já beneficiou mais de 2 mil crianças no Distrito Federal e cerca de 110 mil em todo o Brasil. A iniciativa conta com a participação de oftalmologistas voluntários e parcerias com instituições sociais que ajudam a identificar crianças com dificuldades de visão e encaminhá-las para avaliação especializada.
Em Brasília, Aline Diniz, diretora comercial da marca e uma das responsáveis pelo projeto, destaca que a proposta surgiu da preocupação com os efeitos que problemas visuais não diagnosticados podem provocar durante a fase de alfabetização. Para ela, garantir acesso a exames e óculos pode fazer diferença direta na rotina escolar e no desenvolvimento das crianças.
“A gente viu aí a possibilidade de mudar o futuro dessa criança, porque sem enxergar ela perde o estímulo, ela perde o interesse, e por isso que muitas até abandonam o estudo, né? E a solução é só um óculos”, afirma Aline.
A declaração resume o propósito da iniciativa: identificar dificuldades que muitas vezes passam despercebidas e oferecer a correção visual necessária para que as crianças consigam acompanhar melhor as atividades em sala de aula.
Aline Diniz destaca impacto dos óculos no futuro escolar
A atuação das Óticas Diniz no projeto não se limita à entrega dos óculos. A iniciativa envolve uma preparação anterior ao dia dos atendimentos, a mobilização de profissionais e o trabalho conjunto com instituições que acompanham crianças em situação de vulnerabilidade.
Segundo Aline Diniz, a ação acontece simultaneamente em diferentes unidades da rede pelo Brasil. Na capital federal, os resultados acumulados ao longo de uma década mostram a dimensão do trabalho realizado localmente.
O projeto procura enfrentar uma dificuldade que pode comprometer o desempenho escolar sem chamar a atenção de pais e professores. Uma criança que não consegue enxergar bem o quadro, por exemplo, pode demorar mais para copiar as atividades, apresentar dificuldade na leitura e perder o interesse pelas tarefas.
Quando o problema visual não é identificado, esses sinais podem ser confundidos com desatenção ou dificuldade de aprendizagem. Por isso, a avaliação oftalmológica é uma etapa importante para compreender o que está acontecendo e indicar o tratamento adequado.
Como funciona o atendimento gratuito das Óticas Diniz
O trabalho começa antes de as crianças chegarem ao consultório. A equipe do Diniz Social visita instituições parceiras e realiza uma triagem inicial para identificar possíveis alterações visuais e estimar quantas crianças precisam de atendimento.
Izabela Bazilio, integrante da equipe de marketing do projeto, explica que essa preparação é fundamental para organizar a estrutura e mobilizar os profissionais envolvidos.
“A preparação e organização foram partes essenciais do projeto porque envolve a parte da triagem, onde a gente vai nas instituições, faz um pré-exame nas crianças, para entender qual é a demanda que a gente vai ter naquela instituição, quantas crianças serão beneficiadas pelo projeto”, explica.
Depois dessa etapa, as crianças selecionadas passam por consultas oftalmológicas completas com médicos voluntários. Quando há indicação de correção visual, elas recebem óculos de grau, com armação e lentes.
A iniciativa também prepara uma estrutura para que os pequenos se sintam confortáveis durante o atendimento. Em vez de chegar diretamente para uma consulta que pode causar medo ou insegurança, a criança é recebida por uma equipe de recreação, com brincadeiras, música, lanches e atividades de entretenimento.
O oftalmologista Tiago Ribeiro, que acompanha o projeto desde o início, ressalta que esse acolhimento faz parte da experiência.
“O projeto não é só enfileirar um monte de criança e levar lá para fazer os exames. Eles chegam e já são recebidos por uma equipe de animadores. Tem brinquedo, pipoca, doce, tem um auditório passando filme”, conta.

Foto: Divulgação/Óticas Diniz
A proposta é tornar o ambiente mais leve, especialmente para crianças que nunca passaram por uma avaliação oftalmológica ou têm receio dos equipamentos utilizados durante o exame.
Problemas de visão podem ser confundidos com falta de atenção
Entre os objetivos do Diniz Social está a identificação de alterações que interferem no aprendizado. Segundo dados atribuídos ao Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) no material divulgado sobre a iniciativa, cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam problemas de visão.
Miopia, hipermetropia e astigmatismo estão entre os chamados erros refrativos, que podem prejudicar a nitidez da imagem. Também podem ser identificados casos de estrabismo e ambliopia, condições que exigem avaliação e acompanhamento adequados.
Tiago Ribeiro explica que nem sempre os sinais são evidentes. Algumas crianças aproximam livros e objetos do rosto ou demonstram dificuldade para enxergar à distância. Em outras situações, a alteração é mais discreta e acaba passando despercebida pela família e pela escola.
A dificuldade para acompanhar o quadro, copiar exercícios ou ler com conforto pode comprometer o desempenho em sala de aula. Sem um diagnóstico, a criança corre o risco de ser vista como desatenta quando, na realidade, pode precisar de correção visual.
O médico destaca que o exame especializado ajuda a esclarecer a origem dessas dificuldades e permite que a criança receba a orientação necessária.
Menina de 7 anos descobre astigmatismo durante a ação
Uma das crianças atendidas na iniciativa foi Maria Cecília, de 7 anos, que realizou seu primeiro exame de vista por meio do projeto. A estudante relatava dificuldades para copiar as atividades do quadro durante as aulas.
Ao falar sobre a experiência no consultório, ela resumiu a sensação: “Legal, mas eu fiquei com medo”.
Após a avaliação, o oftalmologista pediátrico Mayo Tavares identificou um quadro de astigmatismo que poderia prejudicar a visão da menina à distância.
“Na hora da aula ela não vai conseguir copiar o quadro tão bem quanto os outros amigos, vai ter dificuldade na escrita, isso pode atrasar o aprendizado dela”, explicou o médico.
A história evidencia como uma alteração visual pode interferir em tarefas básicas da rotina escolar. Com o diagnóstico e a indicação de correção, a criança passa a ter a possibilidade de enfrentar essas dificuldades com o acompanhamento adequado.
Parcerias levam atendimento a crianças de regiões vulneráveis
Para chegar a quem mais precisa, as Óticas Diniz contam com a colaboração de instituições sociais que conhecem a realidade das famílias e ajudam a encaminhar as crianças para a triagem.
Rejane Dias, representante do Instituto Mãos Solidárias e mãe de duas crianças atendidas, destacou a importância da iniciativa para famílias que não conseguem arcar com consultas particulares e a compra de lentes.
Segundo ela, parte dos pacientes atendidos vem do Sol Nascente, região do Distrito Federal onde muitas famílias enfrentam limitações financeiras para acessar serviços especializados.
“São crianças lá do Sol Nascente que têm um grau muito elevado, então nós fizemos essa parceria com a Ótica Diniz para trazer as crianças e receber um óculos gratuito”, afirmou.
A representante ressaltou que o custo de uma consulta particular pode impedir que algumas crianças sejam avaliadas no momento em que os primeiros sinais aparecem. A parceria ajuda a reduzir essa barreira e oferece uma oportunidade de identificar problemas que poderiam continuar sem diagnóstico.
Diniz Social completa dez anos com mais de 110 mil crianças atendidas
Criado há uma década pelas Óticas Diniz, o Diniz Social já beneficiou aproximadamente 110 mil crianças em todo o Brasil. No Distrito Federal, mais de 2 mil foram atendidas desde o início da iniciativa.
Além das ações anuais de exames e entrega de óculos, a rede também realiza atividades em parceria com entidades sociais para atender pessoas que precisam de suporte visual, incluindo idosos.
Na edição realizada em Brasília, o atendimento oftalmológico foi acompanhado por atividades recreativas, apresentações e momentos de convivência. A programação buscou transformar o dia da consulta em uma experiência acolhedora para as crianças e suas famílias.

A participação de médicos voluntários e instituições parceiras permite reunir diferentes frentes de atuação em torno de uma necessidade concreta: garantir que crianças com dificuldades para enxergar tenham acesso à avaliação e à correção visual.
Para Aline Diniz, o propósito é oferecer uma oportunidade que pode repercutir no desenvolvimento escolar e pessoal dos beneficiados. A iniciativa das Óticas Diniz parte de um problema muitas vezes silencioso e procura levar uma solução prática a famílias que enfrentam dificuldades para pagar pelo atendimento.
Ao completar dez anos, o Diniz Social mantém o foco na saúde ocular infantil e no acesso gratuito a exames e óculos de grau, com o objetivo de ajudar crianças a enxergar melhor e acompanhar com mais condições as atividades escolares.
Fonte: informações e entrevistas fornecidas sobre o projeto Diniz Social.
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