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Palmeiras recua e decide não acompanhar o Flamengo em ação no STF contra fim das bets

Após avaliações internas, diretoria liderada por Leila Pereira opta por respeitar Medida Provisória e descarta ingressar como amicus curiae; clube já busca novos parceiros no mercado.

O Palmeiras não acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a operação e a publicidade de empresas de apostas esportivas (bets) no Brasil. A decisão marca um recuo estratégico em relação aos planos iniciais do clube. Informações de bastidores indicavam que o Alviverde preparava uma petição individual para se juntar ao Flamengo e a associações do setor na tentativa de derrubar o veto federal.

A mudança de postura foi confirmada pela apuração do portal esportivo TMC. De acordo com as informações, a presidente Leila Pereira optou por não dar andamento ao pedido de ingresso como amicus curiae (amigo da Corte) no processo sob a relatoria do ministro Luiz Fux. A gestão palmeirense decidiu, neste momento, respeitar integralmente a determinação do Governo Federal.

Alinhamento Político e Busca por Novas Marcas

O recuo do Palmeiras isola o Flamengo no movimento de contra-ataque jurídico de clubes de grande porte no STF. Enquanto o clube carioca protocolou uma dura manifestação na ADI nº 8.027/DF apontando riscos severos ao esporte olímpico e de formação, o Verdão preferiu adotar a via da cautela administrativa e do alinhamento institucional.

Apesar do impacto financeiro imediato em seu planejamento orçamentário, o departamento comercial do clube já iniciou uma movimentação interna de urgência. O foco total da diretoria agora é mapear e abrir negociações com empresas de outros segmentos de mercado. O objetivo é substituir os aportes do setor de apostas o mais rápido possível e mitigar o rombo financeiro sem depender de disputas nos tribunais.

Transição e Monitoramento no Congresso

Mesmo fora da linha de frente jurídica no STF, o Palmeiras continuará monitorando de perto a tramitação da Medida Provisória. Por se tratar de uma MP, o texto editado pelo Governo Federal tem validade imediata, mas precisa passar pelo crivo do Congresso Nacional em até 120 dias para não caducar.

O setor jurídico do clube paulista seguirá participando de debates promovidos por federações e confederações sobre o futuro das receitas esportivas, mas a ordem nos bastidores é focar em soluções estritamente comerciais para a camisa alviverde.

 

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