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Polícia alemã apura uso de robô para assédio sexual em Colônia

Polícia alemã apura uso de robô para assédio sexual em Colônia
Foto: Reprodução/Polizei NRW K

Investigação sobre conduta robótica e abuso

As autoridades da Alemanha iniciaram uma investigação criminal para apurar um caso inusitado e grave envolvendo o uso de um robô humanoide para a prática de assédio sexual. O incidente, que chocou a cidade de Colônia, no oeste do país, teria ocorrido durante o último fim de semana, mobilizando as forças de segurança locais.

Segundo informações divulgadas pela polícia nesta segunda-feira (12), o caso envolve dois jovens, de 16 e 19 anos. Eles são suspeitos de utilizar o dispositivo tecnológico para abordar uma adolescente de 16 anos, que estava acompanhada por amigas na noite de sábado (10).

A dinâmica do incidente e a transmissão online

De acordo com o relato das autoridades, o robô, que possui aproximadamente 1,2 metro de altura e apresenta uma coloração vermelha e dourada, aproximou-se da vítima e teria tocado suas nádegas. O ato foi registrado e transmitido ao vivo por meio de redes sociais, acompanhado por comentários dos suspeitos.

Imagens que circulam em plataformas como o TikTok mostram o equipamento próximo aos dois jovens. No vídeo, o robô aparece realizando movimentos de contato físico com a adolescente, que reage com gritos e tenta se afastar da situação. O caso levanta debates sobre a responsabilidade no uso de tecnologias autônomas ou controladas remotamente em espaços públicos.

Apreensão do equipamento e desdobramentos legais

Após as denúncias, a polícia de Colônia localizou o robô escondido no porta-malas de um veículo, o que reforça a suspeita de tentativa de ocultação de provas por parte do proprietário, um dos jovens investigados. O dispositivo foi apreendido pelas autoridades para perícia técnica.

Além do robô, dois aparelhos celulares pertencentes aos suspeitos também foram confiscados para análise. A investigação segue em curso para determinar a extensão da responsabilidade de cada envolvido e as possíveis qualificações criminais que serão aplicadas ao caso, que combina tecnologia e violência sexual.

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