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Mário Frias: quem é o deputado alvo de operação da PF no caso Dark Horse

O deputado federal e ex-secretário especial da Cultura Mário Frias voltou ao centro dos holofotes políticos em Brasília. Nesse sentido, o parlamentar figura como um dos alvos da operação da Polícia Federal que investiga supostos desvios de recursos públicos e emendas parlamentares na produção do filme “Dark Horse”.

Além disso, as apurações da corporação buscam esclarecer se o ex-gestor utilizou a estrutura pública e o direcionamento de verbas orçamentárias para beneficiar projetos audiovisuais específicos. Por isso, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão para recolher documentos, mídias e registros financeiros ligados aos investigados.

Da carreira artística ao comando da Secretaria de Cultura

Antes de ingressar na política partidária, Mário Frias construiu carreira nacional como ator e apresentador de televisão. Atualmente, o parlamentar exerce mandato na Câmara dos Deputados após uma trajetória marcada pela proximidade com a ala conservadora e com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

  • Início na TV: Ganhou projeção nacional ao atuar em novelas de grande audiência nos anos 1990 e 2000;

  • Secretaria de Cultura: Assumiu o comando do órgão federal em junho de 2020, sucedendo a atriz Regina Duarte;

  • Entrada no Congresso: Elegeu-se deputado federal pelo estado de São Paulo no pleito de 2022.

Ainda que a defesa de Frias negue qualquer irregularidade na gestão de verbas da pasta ou em seu mandato, a PF analisa contratos e repasses. Segundo os investigadores, o objetivo da ação é identificar a rota do dinheiro e a eventual ocorrência de superfaturamento.

Desdobramentos da investigação e posicionamento da defesa

Do mesmo modo, a operação sobre o caso “Dark Horse” reforça a fiscalização sobre a aplicação de emendas e incentivos fiscais no setor cultural. Afinal, o Supremo Tribunal Federal e a Controladoria-Geral da União cobram transparência total sobre a alocação de recursos públicos.

“A atuação parlamentar deve observar rigorosamente os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade na destinação de verbas”, ressaltam analistas na nossa cobertura de Política e Judiciário.

Por fim, a Polícia Federal deve analisar o material apreendido nos endereços ligados a Mário Frias nas próximas semanas. Assim, os peritos apresentarão relatórios ao Judiciário para definir o andamento do inquérito e eventuais responsabilizações formais.

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