A plataforma de vídeos Rumble voltou a ser acessível para usuários brasileiros desde a noite de domingo (4), mesmo com a vigência de uma ordem de suspensão emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O retorno do acesso ocorreu sem uma explicação técnica oficial, surpreendendo internautas que relataram a normalização do serviço em diversos provedores de internet pelo país.
O fundador e CEO da empresa, Chris Pavlovski, utilizou a rede social X para comentar a situação. Segundo o executivo, a companhia observou um aumento repentino no tráfego proveniente do Brasil. Pavlovski reforçou que a plataforma não realizou alterações técnicas em seus servidores e reiterou a postura da empresa em não acatar ordens judiciais que classifica como censura, mantendo o compromisso com a liberdade de expressão.
Contexto do bloqueio e embate judicial
O acesso ao Rumble foi restringido no Brasil em fevereiro de 2025 por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi motivada pela recusa da empresa em cumprir ordens judiciais para a remoção de perfis acusados de envolvimento em ataques à democracia, incluindo o blogueiro Allan dos Santos. Além disso, a companhia não indicou um representante legal em território nacional, conforme exigido pela legislação brasileira.
Esta não é a primeira vez que a plataforma contorna restrições impostas pelo Judiciário. No início de 2026, o serviço voltou a funcionar temporariamente após a alteração de endereços IP. Na ocasião, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) identificou o desvio de tráfego por meio de servidores de terceiros e restabeleceu o bloqueio técnico pouco tempo depois.
Posicionamento das autoridades brasileiras
Questionado sobre a atual situação, o STF informou que a decisão que determinou a suspensão da plataforma permanece inalterada. Até o momento, a Anatel não emitiu um posicionamento oficial sobre o novo episódio de acessibilidade da rede social. O órgão regulador é o responsável por notificar as operadoras de telecomunicações para que implementem o bloqueio de domínios e IPs em conformidade com as ordens judiciais vigentes.
Para mais informações sobre as diretrizes de regulação digital no país, consulte o portal oficial do governo federal. A situação segue em monitoramento pelas autoridades competentes enquanto a plataforma permanece disponível aos usuários brasileiros.