Jogadores sub-20 cercaram o árbitro após gol anulado nos acréscimos contra a Tunísia. Lance bizarro envolveu a subida do goleiro adversário ao ataque.
O contra-ataque do “falso gol livre”
A defesa da Líbia conseguiu afastar a cobrança e engatou um contra-ataque fulminante. Quatro jogadores líbios correram livres em direção ao gol adversário, que estava completamente desprotegido.
Na hora do passe decisivo, o atacante que recebeu a bola encontrava-se atrás do único defensor da Tunísia que havia ficado na retaguarda. Ele empurrou a bola para as redes e celebrou o que seria o gol da vitória. No entanto, o assistente correu com a bandeira levantada, assinalando a irregularidade e dando início ao caos no gramado.
O que diz a regra: Por que o gol foi anulado corretamente?
A revolta dos atletas e da comissão técnica da Líbia — que cercaram os oficiais alegando “roubo” — escancarou um desconhecimento generalizado da Regra 11 da International Football Association Board (IFAB), que rege o impedimento.
Ao contrário do senso comum, a linha de impedimento não é definida pelo “último jogador de linha”, mas sim pelo penúltimo adversário, independentemente da posição em que ele jogue.
- Goleiro no ataque: Na imensa maioria das jogadas, o goleiro é o homem mais recuado, o que faz com que o último zagueiro seja o “penúltimo adversário”. Como o goleiro da Tunísia subiu para a área, o zagueiro tunisiano que sobrou na defesa tornou-se o último adversário.
- A condição legal: Para a jogada ser legal no momento do passe, o atacante líbio precisaria ter a linha da bola ou dois jogadores da Tunísia à sua frente. Como só havia um defensor à frente dele e o passe foi para frente, a infração foi impecável.
Com a anulação correta e o apito final logo em seguida, a partida terminou empatada em 1 a 1, deixando a Líbia sem os três pontos por puro preciosismo e desconhecimento do regulamento por parte de seus atletas.