Um terremoto de magnitude 6,8 atingiu o sudoeste do Japão na tarde desta terça-feira (horário local), provocando momentos de tensão entre os moradores da província de Kumamoto. O tremor deixou pessoas feridas, provocou incêndios em áreas próximas ao epicentro e mobilizou equipes de emergência em diversas cidades.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o abalo sísmico ocorreu às 16h27 (horário local) e teve o epicentro nas proximidades da cidade costeira de Uto, em Kumamoto. Inicialmente, o terremoto foi estimado em magnitude 7,1, mas a intensidade foi posteriormente revisada para 6,8.
Logo após o tremor, autoridades emitiram um alerta de tsunami para regiões costeiras. No entanto, após análises das condições do oceano, o aviso foi cancelado e não houve registro de ondas de grande porte atingindo o litoral.
Incêndios e atendimento às vítimas
Segundo a emissora pública japonesa NHK, o terremoto provocou focos de incêndio em algumas áreas próximas ao epicentro. Equipes de bombeiros e serviços de resgate foram mobilizadas rapidamente para controlar as chamas e prestar atendimento às vítimas.
As autoridades locais confirmaram a existência de feridos, mas, até o momento, não divulgaram um balanço oficial sobre o número de pessoas atingidas nem informações sobre possíveis vítimas fatais.
Moradores revivem trauma de tragédia histórica
O novo tremor trouxe à memória um dos episódios mais marcantes da história recente da região. Em 2016, uma sequência de terremotos devastou a província de Kumamoto, deixando 278 mortos, milhares de desabrigados e extensos danos à infraestrutura.
Por causa desse histórico, muitos moradores deixaram suas casas logo após os primeiros abalos e buscaram áreas abertas por receio de novos tremores.

Autoridades monitoram risco de novos abalos
Especialistas alertam que terremotos dessa magnitude costumam ser seguidos por réplicas, o que mantém as equipes de monitoramento em estado de atenção.
O governo japonês acompanha a situação e orienta a população a seguir as recomendações da Defesa Civil, evitando áreas com estruturas comprometidas e permanecendo atenta aos comunicados oficiais.
O Japão está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta. Por esse motivo, terremotos de diferentes intensidades são relativamente frequentes no país, que possui um dos sistemas de monitoramento e resposta a desastres naturais mais avançados do mundo.