Sismólogos e especialistas em geofísica esclareceram que o terremoto registrado na Colômbia não possui qualquer ligação direta ou relação de causa e efeito com o abalo sísmico que atingiu a Venezuela no mês de junho. Apesar da proximidade geográfica entre os dois países sul-americanos, a análise das estruturas geológicas demonstra que os eventos foram desencadeados por dinâmicas tectônicas completamente distintas e independentes.
A explicação afasta os temores de um efeito em cadeia ou de um “efeito dominó” ao longo da Placa Sul-Americana.
A dinâmica tectônica no território colombiano
A alta atividade sísmica na Colômbia é um fenômeno bem documentado e decorre de sua localização geográfica estratégica sobre uma importante zona de convergência:
O Cinturão de Fogo: A Colômbia está situada sobre a zona de subducção onde a Placa de Nazca avança e mergulha sob a Placa Sul-Americana.
Eixo de Conexão Regional: Essa mesma falha tectônica e zona de contato é responsável pela intensa atividade sísmica que atinge países vizinhos ao longo da Cordilheira dos Andes, como o Equador, o Peru, o Chile e a Bolívia.
Veja o vídeo do incidente:
Frequência de Abalos: Por estar diretamente na borda de encontro de placas ativas, o território colombiano registra tremores com relativa frequência e em diferentes profundidades.
O caso venezuelano: Um fenômeno mais raro
Diferente do cenário colombiano e andino, o abalo sísmico registrado na Venezuela em junho teve sua origem em um sistema geológico distinto e menos comum para a região central e norte do continente:
Fronteira com a Placa do Caribe: A atividade sísmica na Venezuela decorre da interação entre a Placa Sul-Americana e a Placa do Caribe, que deslizam lateralmente entre si. Trata-se de uma falha de transcorrência mais rara e com dinâmica mecânica totalmente separada da zona de subducção da Placa de Nazca.
Afastado o risco de reações em cadeia
Os cientistas reforçam que a energia liberada no evento da Venezuela não foi capaz de “gatilhar” as falhas geológicas na Colômbia. Como as fontes geradoras dos tremores estão separadas por centenas de quilômetros de rocha sólida e pertencem a sistemas de falhas independentes, o tremor colombiano deve ser interpretado apenas como um evento natural e esperado dentro da rotina geológica do país.
Órgãos de monitoramento e defesa civil continuam acompanhando a atividade na região andina para orientar a população e emitir alertas preventivos quando necessário.