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Thiago Manzoni leva para a disputa federal a experiência de um mandato marcado por projetos, fiscalização e articulação política

Depois de conquistar uma cadeira na Câmara Legislativa, presidir a Comissão de Constituição e Justiça e transformar pautas como educação, liberdade econômica e segurança em projetos legislativos, Manzoni agora busca ampliar sua atuação em Brasília

A candidatura de Thiago Manzoni a deputado federal chega à eleição de 2026 apoiada em uma experiência que poucos candidatos podem apresentar: antes de pedir ao eleitor uma nova oportunidade, ele construiu um mandato na Câmara Legislativa do Distrito Federal e agora pretende levar essa atuação para o Congresso Nacional.

Eleito deputado distrital em 2022 pelo PL, Manzoni chega à disputa federal depois de um mandato marcado por atuação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apresentação de projetos, audiências públicas, fiscalização e defesa de pautas que se tornaram marcas de sua trajetória política.

A mudança de cargo, portanto, representa também uma mudança de escala.

A proposta apresentada por Manzoni é levar para o Congresso a mesma agenda que desenvolveu no DF: educação, segurança, liberdade econômica, defesa das famílias, empreendedorismo, fiscalização do poder público e redução da burocracia.

Um mandato que virou cartão de visitas

A principal credencial de Manzoni para a disputa federal está no trabalho desenvolvido durante seu primeiro mandato.

Segundo o balanço divulgado em seu site oficial, sua atuação parlamentar resultou em 16 leis publicadas e mais de 50 projetos apresentados, além da participação na presidência da CCJ.

Entre as medidas destacadas está a Carreta da Saúde na Escola, iniciativa voltada à oferta de atendimento médico e odontológico dentro das escolas.

Outra lei autoriza a instalação de câmeras nas salas de aula, tema defendido pelo parlamentar como instrumento de segurança para alunos, professores e famílias.

Também fazem parte do conjunto de leis destacadas pelo mandato medidas relacionadas ao ITBI, ao reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais, ao conhecimento de direitos e deveres no ensino médio e à valorização de Português e Matemática na educação básica.

São projetos de naturezas diferentes, mas que ajudam a identificar o perfil de atuação que Manzoni pretende levar para Brasília.

Educação como uma das marcas do mandato

A educação ocupa lugar central na atuação parlamentar.

Manzoni defende um modelo que combine qualidade de ensino, segurança no ambiente escolar, participação das famílias e valorização de conteúdos considerados fundamentais para a formação dos estudantes.

Em 2026, por exemplo, promoveu audiência pública para discutir a regulamentação das escolas de gestão compartilhada, defendendo segurança jurídica para a continuidade do modelo no Distrito Federal. O debate contou com a participação de Bia Kicis e representantes das áreas de segurança e educação do GDF.

A pauta educacional também aparece associada à defesa da participação dos pais na formação dos filhos, uma das bandeiras que acompanham a trajetória política do parlamentar.

Segurança dentro e fora das escolas

A segurança é outro eixo importante.

No ambiente escolar, Manzoni defende medidas voltadas à proteção de estudantes e profissionais, incluindo a discussão sobre câmeras nas escolas e a continuidade das escolas de gestão compartilhada.

Fora delas, sua atuação inclui defesa do fortalecimento das estruturas de segurança pública e cobrança por políticas que aumentem a capacidade de resposta do Estado.

A visão apresentada pelo parlamentar procura combinar prevenção, estrutura, fiscalização e proteção do cidadão.

Liberdade econômica e quem empreende

Outra marca do mandato é a defesa do empreendedorismo.

Manzoni criou a Frente Parlamentar de Defesa do Pagador de Impostos e da Liberdade Econômica, com o objetivo de discutir desburocratização, ambiente de negócios, redução de entraves e fortalecimento da livre iniciativa.

A pauta deverá acompanhar sua campanha para deputado federal.

No discurso do candidato, o Estado deve criar condições para que quem trabalha e empreende tenha menos obstáculos para produzir, contratar e investir.

É uma agenda que inclui também a defesa de regras mais claras para o contribuinte e maior controle sobre a utilização dos recursos públicos.

Fiscalização como instrumento de mandato

Manzoni também procura apresentar a fiscalização como parte essencial da atividade parlamentar.

Durante o mandato, promoveu audiências públicas, apresentou pedidos de informação e cobrou explicações de integrantes do governo sobre diferentes áreas da administração.

A lógica é ampliar o papel do Legislativo para além da produção de leis.

Para o parlamentar, fiscalizar contratos, acompanhar políticas públicas e cobrar resultados são responsabilidades tão importantes quanto apresentar projetos.

Essa atuação ganha novo significado na campanha federal, já que o Congresso possui instrumentos de fiscalização sobre órgãos e políticas públicas em escala nacional.

Família, liberdade e participação dos pais

A defesa da família e da liberdade também ocupa espaço central no projeto político.

Manzoni defende a participação dos pais nas decisões relacionadas à educação dos filhos e mantém posicionamento favorável à liberdade religiosa e à defesa da vida.

Essas bandeiras aproximaram o parlamentar do eleitorado conservador do Distrito Federal e ajudaram a construir sua identidade política desde antes da chegada à Câmara Legislativa.

Uma candidatura respaldada por nomes nacionais

Outro componente importante da candidatura é a rede política construída por Manzoni.

O parlamentar mantém proximidade política com Bia Kicis, que participou de sua trajetória no PL, e com Michelle Bolsonaro, que esteve ao lado dele no lançamento de sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados.

O evento também contou com a presença da governadora Celina Leão, evidenciando a amplitude das articulações políticas em torno da candidatura.

A relação com o grupo Bolsonaro também se estende a Flávio Bolsonaro.

Na convenção do PL no Distrito Federal, Manzoni anunciou a presença conjunta de Bia Kicis, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro e apresentou o encontro como um momento de mobilização do partido para a eleição de 2026.

A conexão com essas lideranças coloca Manzoni dentro de uma estrutura política nacional que ultrapassa os limites da Câmara Legislativa.

De Brasília para o Congresso

A candidatura federal nasce, portanto, de uma experiência construída localmente.

Manzoni passou pela eleição de 2018 como candidato a deputado federal, retornou às urnas em 2022 para disputar uma cadeira distrital e foi eleito. Agora, volta ao cenário federal com um mandato parlamentar no currículo.

Essa trajetória permite que a campanha apresente uma narrativa diferente daquela de quem chega à disputa federal sem experiência legislativa.

Manzoni pretende levar para o Congresso aquilo que considera ter funcionado no Distrito Federal: projetos objetivos, fiscalização, defesa do empreendedorismo, educação, segurança e participação das famílias.

O que está em jogo na próxima etapa

A mudança para a Câmara dos Deputados amplia significativamente o campo de atuação.

No Congresso, temas como segurança pública, educação, legislação trabalhista, impostos, empreendedorismo, liberdade econômica e políticas nacionais passam a fazer parte de uma arena muito maior.

É justamente nessa transição que Manzoni concentra sua campanha.

A experiência adquirida na CLDF funciona como ponto de partida para um projeto nacional que mantém as mesmas linhas políticas, mas pretende atuar em uma esfera com alcance muito maior.

Uma campanha construída sobre o mandato

Há uma diferença importante entre apresentar promessas e apresentar aquilo que já foi realizado.

É nesse ponto que Manzoni concentra parte importante de sua comunicação eleitoral.

As leis publicadas, os projetos apresentados, as audiências realizadas e a atuação na CCJ formam o histórico que o candidato leva para pedir ao eleitor uma nova etapa de sua trajetória política.

A campanha, portanto, não começa do zero.

Ela parte de um mandato que já pode ser examinado, comparado e avaliado pelo eleitor.

E essa talvez seja a principal característica da candidatura de Thiago Manzoni em 2026: a tentativa de transformar uma experiência política construída em Brasília em um projeto de representação no Congresso Nacional.

Com apoio de importantes lideranças do PL e do campo conservador, entre elas Bia Kicis, Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, Manzoni chega à disputa federal com uma identidade política já estabelecida e uma agenda que pretende ampliar no Congresso.

Agora, a disputa passa a ser outra.

Depois de atuar no Legislativo do Distrito Federal, Thiago Manzoni coloca seu mandato como cartão de visitas e apresenta ao eleitor brasiliense a proposta de levar essa experiência para a Câmara dos Deputados.

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