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Tráfico de influência leva Polícia Federal a pedir novo inquérito contra Lulinha

Tráfico de influência leva Polícia Federal a pedir novo inquérito contra Lulinha

3 de agosto de 2026

Tráfico de influência leva Polícia Federal a pedir novo inquérito contra Lulinha

Pedido encaminhado ao Supremo amplia apurações envolvendo o filho do presidente e acrescenta novas suspeitas relacionadas a contratos de empresas com o governo federal

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para a abertura de um novo inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Caso o pedido seja aceito, esta será a terceira investigação envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo as informações encaminhadas ao Supremo, a nova apuração busca esclarecer a suspeita de prática de tráfico de influência em benefício de empresas parceiras de Lulinha. Entre elas está uma empresa do setor de tecnologia que mantém contratos em vigor com órgãos do governo federal, cujos valores ultrapassam R$ 55,7 milhões.

Os investigadores apuram a hipótese de que o nome do presidente da República tenha sido utilizado para facilitar negociações comerciais, atrair investimentos e ampliar oportunidades de negócios envolvendo empresas ligadas ao investigado.

Na semana passada, o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura de outro inquérito para investigar a possível prática dos crimes de tráfico de influência e corrupção passiva no âmbito do Ministério da Saúde. Essa investigação apura suposto favorecimento ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Com o novo pedido apresentado pela Polícia Federal, as suspeitas passam a abranger também relações comerciais mantidas por empresas associadas a Lulinha e seus contratos firmados com a administração pública federal.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva rejeita as acusações e afirma que ele é alvo de perseguição em razão de sua condição de filho do presidente da República. Em nota, os advogados sustentam que não há elementos que justifiquem a instauração das investigações e classificam a atuação de setores da Polícia Federal como uma tentativa de promover uma investigação sem fatos concretos.

Os defensores também afirmam que respeitam a atuação da direção da Polícia Federal, mas entendem que parte da corporação estaria conduzindo uma série de procedimentos que, segundo eles, não seriam adotados caso o investigado não tivesse vínculo familiar com o chefe do Poder Executivo.

O pedido de abertura do novo inquérito ainda será analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que decidirá se autoriza ou não o prosseguimento da investigação.

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