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Caso Maradona: Perito da defesa aponta falha em autópsia e não descarta Covid-19

Em depoimento que contesta a tese da acusação, o legista Pablo Ferrari afirmou que o ex-jogador sofreu morte súbita e criticou a ausência de teste PCR.

O julgamento que apura as responsabilidades pela morte de Diego Maradona ganhou um novo capítulo com o depoimento do perito Pablo Ferrari, testemunha da defesa do médico Leopoldo Luque. Segundo informações publicadas pelo portal argentino Olé, o especialista contestou formalmente a tese da acusação de que o craque teria passado por uma agonia prolongada, afirmando que o óbito decorreu de um evento de morte súbita e que a hipótese de infecção por Covid-19 não foi devidamente investigada.

Divergência sobre o tempo de agonia

A junta médica oficial que assessorou a Procuradoria havia determinado anteriormente que Maradona sofreu uma agonia de até 12 horas antes de falecer, o que embasa a acusação de negligência contra a equipe médica. Ferrari, no entanto, rechaçou essa conclusão. De acordo com o perito, o ex-jogador sofreu uma morte súbita provocada por um infarto e edema agudo de pulmão hiperagudo, um processo que se desenvolve em um curto período de poucas horas.

Críticas à autópsia e hipótese de Covid-19

O depoimento de Ferrari também mirou a metodologia adotada nos exames pós-morte. O legista classificou como um “erro grave e metodológico” o fato de não terem realizado um teste PCR no corpo de Maradona para verificar a presença do coronavírus, especialmente considerando o contexto sanitário da época e os sintomas relatados. Com isso, o perito enfatizou que complicações decorrentes da Covid-19 não podem ser descartadas como fator contribuinte para o colapso fatal.

Impacto no julgamento

A estratégia da defesa de Leopoldo Luque busca enfraquecer o argumento de “homicídio com dolo eventual” sustentado pelos promotores. Ao tentar provar que a morte foi um evento súbito e imprevisível — e não o resultado de dias de abandono e deterioração visível —, os advogados dos profissionais de saúde tentam afastar a responsabilidade criminal direta sobre o desfecho.

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