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Da lousa ao plenário: a metamorfose da antiga escola na nova sede do Legislativo de Presidente Prudente

Da lousa ao plenário: a metamorfose da antiga escola na nova sede do Legislativo de Presidente Prudente

25 de agosto de 2026

No número 2.843 da Avenida Brasil, no bairro Vila Formosa, o cenário urbano de Presidente Prudente guarda os vestígios de uma antiga escola municipal. A poeira acumulada nas salas onde antes se lecionava dá lugar agora a um novo capítulo burocrático e político: o prédio desativado foi oficialmente escolhido para se tornar a nova sede da Câmara Municipal.

A decisão foi consolidada nesta segunda-feira, quando os vereadores aprovaram, em primeira e segunda discussões, o projeto de lei que autoriza a mudança de endereço do Poder Legislativo. O movimento transfere a rotina administrativa da Casa de Leis para um terreno de 4.928 metros quadrados que pertence ao patrimônio da cidade.

A transferência espacial não altera a titularidade do imóvel. De acordo com as informações oficiais, a área permanece registrada sob a Matrícula nº 557 no 2º Cartório de Registro de Imóveis da Comarca local em nome do município, garantindo apenas a cessão do uso específico para a infraestrutura do parlamento.

Nos bastidores dessa articulação, a Mesa Diretora da Câmara desempenhou papel central ao solicitar a retirada de uma proposta anterior — o Projeto de Lei nº 142/2026 — para permitir a apresentação desta nova matéria. O objetivo declarado foi garantir o reaproveitamento funcional de uma estrutura pública que se encontrava ociosa.

A justificativa encaminhada ao texto defende que a adequação da antiga escola visa proporcionar, em médio e longo prazo, melhores condições de trabalho para servidores e parlamentares, otimizando o atendimento prestado diariamente à população prudentina.

Entretanto, a transição de uma instituição de ensino para um centro de decisões políticas exige intervenções complexas. O prédio precisará passar por obras de reforma e adaptação estrutural para transformar antigas salas de aula em gabinetes, comissões e um plenário capaz de abrigar as sessões ordinárias.

Com a chancela definitiva dos vereadores obtida no plenário, a tramitação do projeto avança para a fase executiva. O texto segue agora para a mesa do prefeito Milton Carlos de Mello, conhecido como Tupã, a quem caberá a sanção ou veto da medida.

A redefinição do uso desse imóvel público evidencia os desafios da gestão urbana em reaproveitar patrimônios ociosos. Resta acompanhar como a conversão deste espaço físico refletirá nos custos operacionais e na dinâmica de transparência do Legislativo municipal nos próximos anos.

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