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Neymar de um lado, Richarlison do outro: Como as estrelas do futebol racharam no segundo turno

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A poucas horas da votação decisiva que definirá o próximo presidente do país, os bastidores do futebol brasileiro fervem com uma divisão clara e pública entre os principais nomes dos gramados. Deixando de lado a antiga postura de neutralidade, atletas em atividade e ídolos históricos decidiram ir para o choque nas redes sociais, dividindo o vestiário da bola entre apoios ao atual mandatário, Lula da Silva, e ao candidato de oposição, Flávio Bolsonaro.

Os apoios declarados à candidatura de Lula

O campo alinhado ao atual presidente conta com nomes de peso que atuam no futebol europeu e nacional:

Richarlison: O atacante do Tottenham e da Seleção Brasileira assumiu um papel central na reta final da campanha. Além de pedir que os eleitores compareçam às urnas para combater a abstenção, ele usou suas redes para expor uma denúncia grave: afirmou que Flávio Bolsonaro se apropriou ilegalmente de uma ilha privada que o atleta comprou em 2020. O jogador revelou que Lula prometeu intervir no caso para fazer a Justiça andar.

Paulinho e Raphinha: O volante do Palmeiras, Paulinho, publicou uma defesa enfática afirmando que quem vem de baixo sabe a diferença que as políticas públicas fazem, cravando seu apoio. Já Raphinha, destaque do Barcelona, embora mais discreto, foi apontado nos bastidores como mais um nome da ala governista.

Ary Borges: Destaque da Seleção Brasileira Feminina, a jogadora também usou seu perfil para pedir votos explicitamente para o atual presidente.

A Velha Guarda: Ex-jogadores conhecidos por posições políticas ativas, como Juninho Pernambucano, o tetracampeão Raí, Walter Casagrande e o técnico Vanderlei Luxemburgo, também reforçaram o palanque da esquerda.

As manifestações públicas a favor de Flávio Bolsonaro

Do outro lado, a candidatura do Partido Liberal (PL) aposta na força de ídolos de massa e em atletas com forte apelo popular:

Neymar: O principal astro do futebol brasileiro segue como o maior cabo eleitoral da família Bolsonaro nos esportes. Na véspera do balotagem, o craque gravou um vídeo ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira, repetindo os gestos e acenos tradicionais da campanha de oposição.

Romário: Herói da Copa de 94, o “Baixinho” atua diretamente na linha de frente como senador eleito pelo próprio partido de Flávio Bolsonaro, sendo uma das vozes mais influentes da chapa.

Felipe Melo e Renato Gaúcho: Recentemente aposentado dos gramados, Felipe Melo mantém sua postura de defensor ferrenho das pautas da família Bolsonaro. Já entre os técnicos, Renato Gaúcho não escondeu sua posição e declarou abertamente seu voto no candidato da oposição durante uma entrevista coletiva recente.

Dani Alves: O ex-lateral-direito também reapareceu nas redes sociais publicando um vídeo com forte teor religioso para declarar seu voto no número 22.

A articulação das bets e o lobby nos bastidores

A disputa política também invadiu o campo corporativo do esporte e mexeu com os cofres dos grandes clubes. Recentemente, veio a público que o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, conversou diretamente por telefone com o candidato Flávio Bolsonaro para tratar da derrubada da Medida Provisória do governo federal que proibiu o funcionamento das casas de apostas (bets) no Brasil.

A ligação ocorreu em meio às semifinais da Copa Libertadores. Líder de uma forte oposição contra o fim das plataformas de apostas no esporte nacional, o mandatário rubro-negro buscou uma saída para proteger as receitas do clube, severamente impactadas após a eliminação no torneio. Na conversa, Flávio Bolsonaro sinalizou positivamente ao presidente do Flamengo, indicando que pretendia buscar uma solução para as empresas do mercado esportivo e para os clubes de futebol caso seja eleito no balotagem.

O movimento nos bastidores acabou ecoando também nas arquibancadas do Maracanã, onde torcedores chegaram a estender faixas de protesto contra as medidas restritivas do Governo Federal, evidenciando que a pressão econômica das bets virou peça central do debate eleitoral na reta final.

Com as cartas na mesa, o racha nos vestiários e as negociações de bastidores provam que o futebol se transformou em um dos principais palcos da disputa institucional do país.

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