A atual epidemia de ebola na África já provocou mais de 5.300 mortes, com a grande maioria dos óbitos registrada na República Democrática do Congo (RDC), apontam dados recentes da agência de saúde da União Africana. O epicentro da crise sanitária enfrenta os impactos severos da disseminação da febre hemorrágica.
Autoridades congolesas declararam oficialmente o surto há quase seis meses, em 15 de maio. No entanto, especialistas apontam que o patógeno já circulava no país africano — que possui mais de 100 milhões de habitantes — vários meses antes de sua detecção oficial pelos órgãos competentes.
Histórico de surtos e impacto do vírus na África
O ebola é transmitido por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas e provoca uma grave febre hemorrágica. Ao longo dos últimos 50 anos, o vírus já foi responsável por mais de 15 mil mortes em território africano.
Entre os episódios mais graves catalogados anteriormente na RDC, destaca-se o surto ocorrido entre 2018 e 2020, que deixou quase 2.300 mortos e 3.500 casos confirmados. A recorrência de crises desta magnitude pressiona constantemente os sistemas locais de saúde.
Balanço de óbitos e distribuição geográfica dos casos
Conforme os registros oficiais da agência de saúde da União Africana, a epidemia atual já contabiliza 5.376 mortes no total. A distribuição dos óbitos reflete a concentração do problema na região central do continente.
- 5.372 mortes registradas na República Democrática do Congo
- 2 mortes confirmadas em Uganda
- 2 mortes confirmadas no Quênia
Desafios no combate à cepa Bundibugyo
O atual surto que afeta a população foi provocado especificamente pela cepa Bundibugyo do vírus ebola. Um dos maiores entraves para o controle da doença é a ausência de recursos imunizantes ou tratamentos médicos homologados para esta variante específica.
A Folha de S.Paulo acompanha os desdobramentos internacionais e os impactos humanitários decorrentes da propagação do vírus na região africana afetada.