Relatórios e registros do Palácio do Planalto indicam que Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, esteve pelo menos 18 vezes no local desde o início de 2023. As visitas ocorrem em um momento em que ele é alvo de três inquéritos instaurados pela Polícia Federal (PF) para apurar supostas práticas de tráfico de influência e intermediação de interesses privados junto ao governo federal.
As apurações ganharam novos desdobramentos após a análise de mensagens que apontam uma atuação conjunta entre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma lobista do setor privado.
Os pontos centrais das investigações
A Polícia Federal apura se a proximidade familiar e o acesso frequente de Lulinha às dependências do governo federal foram utilizados para facilitar reuniões, contatos e negócios de terceiros junto a órgãos públicos:
Troca de Mensagens: A investigação interceptou diálogos que indicam a articulação de reuniões e o trânsito de pedidos envolvendo agentes públicos e privados por meio da intermediação de uma amiga lobista.

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles
Inquéritos em Andamento: São três frentes de apuração conduzidas pela PF que buscam identificar se houve repasse de valores, vantagens indevidas ou favorecimento ilegítimo em contratos públicos.
Registros de Acesso: A contagem de 18 visitas ao Palácio do Planalto fundamenta os questionamentos dos investigadores sobre a frequência de agendas não oficiais e a presença de investigados no centro do Poder Executivo.
Reações e contrapontos
O caso gera repercussão no cenário político e divide posicionamentos entre a defesa e a oposição:
O posicionamento da defesa: A defesa de Fábio Luís Lula da Silva e interlocutores do governo sustentam que as idas ao Palácio do Planalto possuem caráter estritamente familiar e pessoal, sem qualquer relação com pautas profissionais, reuniões de negócios ou atividades de representação.
Por outro lado, parlamentares de oposição exigem maior transparência nos registros de entrada, a divulgação da lista de acompanhantes nas reuniões e a apuração rigorosa por parte do Ministério Público Federal sobre possíveis desvios de finalidade no uso do espaço público.