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Nvidia amplia programa de recompra de ações para 235 bilhões de dólares e bate recorde histórico

Nvidia amplia programa de recompra de ações para 235 bilhões de dólares e bate recorde histórico
1 de 1 Ilustração mostra o logotipo da NVIDIA. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

A Nvidia consolidou sua posição de liderança financeira no setor tecnológico ao anunciar uma ampliação massiva em seu programa de recompra de ações. A companhia autorizou um acréscimo de US$ 150 bilhões ao plano já existente, elevando o montante total disponível para a operação para US$ 235 bilhões. O movimento reflete a confiança da diretoria na continuidade do ciclo de expansão da inteligência artificial e na robustez de sua geração de caixa.

Com essa decisão, a gigante dos semicondutores estabelece um novo marco no mercado de capitais, superando o recorde anterior detido pela Apple, que em 2024 havia aprovado um programa de US$ 110 bilhões. A estratégia da Nvidia prevê que as recompras sejam executadas gradualmente até o encerramento do ano fiscal de 2028, servindo como um mecanismo direto de devolução de valor aos seus acionistas em um período de valorização acentuada.

Recorde histórico supera marca estabelecida pela Apple

A magnitude do novo programa de recompra da Nvidia impressiona analistas de Wall Street pela velocidade com que a empresa acumulou reservas. O aumento de US$ 150 bilhões não apenas ultrapassa o teto histórico da Apple, mas também sinaliza que a empresa projeta uma manutenção de lucros elevados nos próximos anos. Segundo o presidente-executivo Jensen Huang, a capacidade de investimento em tecnologias transformadoras caminha lado a lado com a política de remuneração do capital investido.

A recompra de ações é uma ferramenta utilizada por empresas com excesso de liquidez para reduzir o número de papéis em circulação no mercado, o que, teoricamente, aumenta o lucro por ação e sustenta o preço dos ativos. No caso da Nvidia, essa movimentação ocorre após um trimestre em que a empresa encerrou com US$ 22,44 bilhões em caixa e aplicações de alta liquidez, demonstrando uma saúde financeira invejável.

Domínio da inteligência artificial impulsiona fluxo de caixa

O combustível por trás desse fôlego financeiro é a demanda sem precedentes por chips voltados ao processamento de inteligência artificial. A Nvidia detém quase o monopólio do fornecimento de hardware para o treinamento de grandes modelos de linguagem e, cada vez mais, para a etapa de inferência — momento em que os sistemas de IA são colocados em produção para interagir com usuários finais.

A projeção de receita para o ano fiscal de 2028 aponta para um crescimento de 70%, um dado que acalmou os mercados após temores de que a bolha da IA pudesse estar perdendo força. A empresa continua a ser a principal beneficiária dos investimentos bilionários feitos por provedores de computação em nuvem e grandes empresas de tecnologia que buscam infraestrutura para sustentar suas ferramentas generativas.

Questionamentos sobre investimentos em startups e demanda circular

Apesar do otimismo, a estratégia de alocação de capital da Nvidia enfrenta escrutínio por parte de alguns investidores. A empresa tem investido ativamente em startups de inteligência artificial e em companhias de serviços em nuvem. O ponto de controvérsia reside na possibilidade de um ciclo de demanda circular: o capital investido pela Nvidia nessas empresas retornaria para ela mesma na forma de compra de novos chips.

Embora essa prática não seja ilegal, ela levanta debates sobre a sustentabilidade orgânica da demanda a longo prazo. Analistas monitoram se o crescimento reportado é impulsionado por necessidades reais do mercado ou se há uma influência artificial gerada por esses aportes estratégicos. Até o momento, a Nvidia defende que seus investimentos visam fomentar o ecossistema global de tecnologia, acelerando a adoção da IA em diversos setores da economia.

Perspectivas para o mercado chinês e cenário geopolítico

O cenário futuro da companhia também é influenciado por decisões políticas em Washington. Recentemente, declarações indicaram que o governo dos Estados Unidos pode autorizar a venda de semicondutores específicos para a China, um mercado vital que sofreu restrições severas nos últimos anos devido a preocupações de segurança nacional. A flexibilização dessas normas poderia abrir uma nova via de receita bilionária para a Nvidia.

A possibilidade de retomar exportações de chips de alta performance para o território chinês é vista como um catalisador adicional para as ações da empresa. Para mais detalhes sobre o desempenho do setor tecnológico, acompanhe as análises da Reuters sobre o mercado global de semicondutores. A combinação de recompras recordes, domínio tecnológico e potencial reabertura de mercados internacionais mantém a Nvidia no centro das atenções do sistema financeiro global.

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