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OPERAÇÃO DA PF AFASTA E PRENDE AGENTES POR VAZAMENTO SENSÍVEL

OPERAÇÃO DA PF AFASTA E PRENDE AGENTES POR VAZAMENTO SENSÍVEL

A Polícia Federal (PF) aprofundou as investigações sobre a rede de influência do Banco Master e cumpriu ordens judiciais de prisão e afastamento de cargos públicos contra integrantes da própria corporação. A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foca no desmantelamento de um suposto braço de contra-inteligência e vazamento de informações sigilosas que atuava em benefício dos controladores do banco.

O desdobramento joga luz sobre o alcance do esquema, que além de movimentações financeiras bilionárias, buscava monitorar e obstruir as investigações oficiais por meio de cooptação de servidores públicos.

O esquema de vazamento por dentro da polícia

De acordo com as investigações lideradas pela PF e respaldadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a organização criminosa utilizava uma estrutura apelidada de núcleo policial-informacional. O objetivo era obter acesso a circuitos sensíveis de dados para antecipar passos dos investigadores.


Banco Master/Daniel Vorcaro Imagem: Divulgação

As medidas alcançaram agentes públicos específicos que atuavam na facilitação desse intercâmbio ilícito de informações:

A delegada da Polícia Federal, Valéria de Oliveira Santos, e seu marido, o agente federal aposentado Francisco José Pereira da Silva, foram identificados como canais de acesso a procedimentos sob sigilo. A suspeita é de que eles atuavam em Minas Gerais para municiar o grupo econômico investigado com detalhes de inquéritos em tramitação.

O policial federal em atividade Anderson Wander da Silva Lima e o policial aposentado Sebastião Monteiro Júnior também foram alvos de mandados de prisão preventiva. Eles são apontados por integrar o suporte operacional montado para blindar os interesses da cúpula do banco e realizar o monitoramento de potenciais críticos do esquema.

Conexões políticas e o avanço da Compliance Zero

O avanço das investigações ocorre em paralelo ao cerco sobre as conexões políticas do empresário Daniel Vorcaro e de seu pai, Henrique Vorcaro, que também foi detido preventivamente por ordem do ministro André Mendonça. A PF reúne indícios de que o grupo mantinha uma rede estável de contatos que incluía articulações com familiares de autoridades e parlamentares influentes, com o intuito de obter vantagens regulatórias e proteção institucional.

As medidas de sequestro de bens e bloqueio de contas judiciais vinculadas ao caso já alcançam a cifra de 27,7 bilhões de reais, consolidando a investigação como uma das maiores operações contra fraudes no sistema financeiro nacional.

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