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OPERAÇÃO DA PF UNE PERSONAGENS DOS GOVERNOS LULA E BOLSONARO NO MESMO INQUÉRITO

OPERAÇÃO DA PF UNE PERSONAGENS DOS GOVERNOS LULA E BOLSONARO NO MESMO INQUÉRITO

18 de junho de 2026

Uma nova e complexa investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) conseguiu interligar, dentro de um mesmo inquérito, personagens de destaque das gestões do ex-presidente Jair Bolsonaro e do atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva. A operação, mantida sob sigilo rigoroso em suas fases iniciais, aponta para a existência de um esquema transversal que atravessou a transição de mandatos e operava de forma apartidária dentro da estrutura do governo federal.

O avanço do caso surpreendeu os bastidores políticos de Brasília, uma vez que une em uma mesma folha de investigados nomes que publicamente se posicionam em polos ideológicos opostos.



CRÉDITO, ALEXANDRE SCHNEIDER/GETTY IMAGES

O núcleo do esquema: Licitações direcionadas e consultorias

As investigações da PF sugerem que o ponto de contato entre integrantes dos dois governos ocorria por meio de uma sofisticada rede de empresas de fachada e consultorias de lobby atuantes na capital federal. O esquema funcionava de duas maneiras principais:

 Manutenção de Contratos Estratégicos: Descobriu-se que operadores indicados durante a gestão anterior continuaram a atuar nos bastidores de ministérios técnicos após a troca de governo, garantindo a renovação de contratos de prestação de serviços de TI e logística em troca de repasses financeiros.

 Abertura de Portas para Novos Negócios: Em contrapartida, novos integrantes do atual escalão administrativo teriam se associado a esses antigos operadores para herdar os canais de desvio de recursos públicos, utilizando os mesmos CNPJs para escoar propinas decorrentes de superatendimentos em emendas parlamentares.

A atuação da PF e o cruzamento de dados bancários

A unificação dos núcleos das duas gestões no mesmo inquérito só foi possível após a quebra do sigilo bancário e telemático de um conhecido lobista de Brasília, que atuava como o elo financeiro do grupo. Ao rastrear o fluxo do dinheiro, os peritos da Polícia Federal identificaram que contas bancárias vinculadas a parentes e assessores de figuras de ambos os lados da política recebiam depósitos originados da mesma fonte pagadora.

O corpo técnico da PF destaca que o caso evidencia a existência de uma “burocracia da corrupção”, na qual operadores de carreira no setor público permanecem nas sombras independentemente de qual partido ou coalizão vença as eleições presidenciais.

Impacto nas bases aliadas e reações em Brasília

A revelação do inquérito gerou desconforto mútuo no Palácio do Planalto e nos escritórios da oposição.

Pelo lado do governo atual, há a preocupação de que o envolvimento de seus integrantes fustigue o discurso de integridade e desgaste a imagem da administração federal junto à opinião pública. Pelo lado dos aliados de Bolsonaro, o temor é que a investigação traga à tona novas provas de irregularidades em contratos assinados no passado, enfraquecendo o discurso de eficiência técnica da antiga gestão.

Defensores de ambos os lados buscam, nos bastidores, isolar os personagens citados, classificando as suspeitas como “condutas individuais isoladas” que não representam as diretrizes de governança de nenhum dos dois presidentes.

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