A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito policial por meio do 8º Distrito Policial (Brás) para apurar as circunstâncias e as causas de uma série de óbitos de recém-nascidos e bebês registrados ao longo dos últimos meses no Hospital Salvalus, situado no bairro da Mooca, na zona leste da capital. Embora a investigação formal tenha iniciado com a análise inicial de seis casos específicos, representações jurídicas das famílias já reuniram relatos e certidões de óbito que apontam dezenas de ocorrências semelhantes.
A unidade hospitalar, que integra a rede Hapvida, passou a ser alvo de escrutínio rigoroso após dezenas de mães denunciarem quadros graves de infecções generalizadas, sepse e complicações adquiridas durante os períodos de internação prolongada. Para acompanhar atualizações sobre segurança pública e investigações na capital
Os Relatos das Famílias e as Suspeitas de Infecção Hospitalar
Os depoimentos reunidos por advogados que representam os pais revelam um cenário dramático de internações que começaram para procedimentos relativamente simples ou rotineiros e terminaram em tragédia. Diversas famílias relataram que os bebês contraíram superbactérias resistentes a exemplo da KPC dentro da própria Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que teria comprometido a eficácia dos tratamentos com antibióticos.
Nesse sentido, laudos de certidões de óbito frequentemente apontam causas como choque séptico, sepse de foco pulmonar, pneumonia e fal múltiplas de órgãos.
Consequentemente, entre os principais pontos destacados nos boletins de ocorrência e nos relatos das mães, figuram:
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Contaminação Hospitalar: Suspeita de proliferação de bactérias resistentes em ambientes de UTI neonatal e pediátrica.
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Dificuldade de Acesso: Relatos de restrições severas ao contato prolongado dos pais com as crianças durante as internações.
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Inconsistências em Prontuários: Questionamentos sobre a clareza dos procedimentos médicos de emergência aplicados nas horas finais.
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Acúmulo de Denúncias: Expansão do número de famílias que buscam delegacias para relatar óbitos com características semelhantes.

A Resposta da Rede Hapvida e a Posição Oficial
Por outro lado, a direção do Hospital Salvalus e a administração da rede Hapvida manifestaram-se por meio de notas oficiais, argumentando que todos os pacientes atendidos na unidade apresentavam quadros clínicos prévios de alta complexidade, doenças graves e condições de saúde distintas.
A instituição sustentou que as crianças receberam assistência contínua e multidisciplinar, amparadas por estrutura hospitalar especializada. Além disso, a direção informou que mantém canais abertos de diálogo por meio de sua diretoria de acolhimento para prestar os esclarecimentos necessários às famílias, respeitando o sigilo médico.
Próximos Passos e Diligências da Polícia Civil
A condução do inquérito policial prevê uma série de etapas técnicas fundamentais para definir se houve falha humana, negligência institucional ou se os óbitos decorreram exclusivamente dos quadros patológicos de base dos pacientes:
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Oitiva de Profissionais: Depoimentos formais de médicos, enfermeiros e equipes administrativas do Hospital Salvalus.
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Análise Integral de Prontuários: Perícia técnica detalhada em todo o histórico médico das crianças envolvidas.
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Avaliação de Protocolos Sanitários: Verificação, por órgãos de vigilância, das condições de higiene e controle de infecções na unidade.
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Conclusão e Encaminhamento: Remessa do inquérito ao Ministério Público para eventual oferecimento de denúncia à Justiça.