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Família se surpreende ao encontrar sucuri de cinco metros em córrego de Coxim e especialistas alertam

Família se surpreende ao encontrar sucuri de cinco metros em córrego de Coxim e especialistas alertam
Foto: Reprodução

Um grupo de moradores que buscava refúgio do calor intenso no Córrego Amaralina, em Coxim, Mato Grosso do Sul, foi surpreendido por uma cena rara da vida selvagem. No domingo (27), o que deveria ser um momento de lazer em família transformou-se em um encontro inusitado com uma sucuri de aproximadamente cinco metros de comprimento, que repousava no curso d’água após ter se alimentado.

O instalador de piscinas Edilson Aparecido, de 33 anos, relatou que a presença do animal foi notada por outras pessoas que já estavam no local. Ao se aproximarem, os banhistas observaram que a serpente apresentava um volume acentuado na região abdominal, indicando uma refeição recente. O registro, que circula nas redes sociais, mostra a imponente serpente imóvel, observando a movimentação ao seu redor.

Comportamento e riscos durante a digestão

Especialistas reforçam que a interação com animais silvestres, especialmente serpentes de grande porte, exige cautela extrema. A orientação principal é manter distância e evitar qualquer tentativa de aproximação ou toque, já que o animal se encontra em um período vulnerável de seu ciclo biológico.

O processo de digestão de uma sucuri pode se estender por várias semanas. Caso o animal se sinta ameaçado, existe o risco de regurgitação da presa, um mecanismo de defesa que pode causar complicações severas à saúde da serpente e, em casos extremos, levar o espécime à morte. A recomendação é sempre observar de longe, respeitando o habitat natural da espécie.

Adaptações biológicas da espécie

A sucuri, pertencente ao gênero Eunectes, possui características anatômicas fascinantes que permitem a predação de animais de grande porte, como capivaras. Sua mandíbula altamente flexível, aliada a uma pele elástica e costelas móveis, possibilita a ingestão de presas que superam significativamente o diâmetro do corpo da cobra.

Embora apresentem certa lentidão em ambientes terrestres, essas serpentes da família Boidae são predadores extremamente eficientes no meio aquático. Elas possuem a capacidade de permanecer submersas por até 30 minutos sem a necessidade de vir à superfície para respirar, o que as torna soberanas nos ecossistemas onde habitam, como destaca o portal g1.globo.com.

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