A Paraíba prepara uma operação de segurança de grande escala para as Eleições 2026, mobilizando um efetivo superior a 7,6 mil agentes das polícias Militar e Civil. O planejamento estratégico visa garantir a tranquilidade do pleito, abrangendo desde a proteção das urnas eletrônicas até a manutenção da ordem pública em todo o território estadual.
Embora o esquema de segurança seja estadual, três municípios receberão atenção especial das autoridades: Bayeux, Itabaiana e Piancó. Nessas localidades, o reforço contará com unidades especializadas, incluindo o Batalhão de Choque, a Rotam e a Cavalaria, visando mitigar riscos específicos identificados durante o período eleitoral.
Reforço estratégico em municípios prioritários
A decisão de intensificar a presença policial em Bayeux, Itabaiana e Piancó surgiu após análises de cenários locais. Em Bayeux e Itabaiana, a preocupação central das autoridades está ligada à possível interferência de facções criminosas no processo democrático. Já em Piancó, o reforço foi motivado por relatos de animosidade política acentuada na região.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) chegou a analisar pedidos de envio de tropas federais para essas cidades, mas as solicitações foram indeferidas. Com isso, a responsabilidade pela segurança foi integralmente assumida pelas forças estaduais. Segundo o coronel Ronildo, comandante da Polícia Militar da Paraíba, as equipes especializadas serão deslocadas antes do início da votação para atuar de forma integrada com o policiamento local.
Distribuição do efetivo e atuação da Polícia Militar
A Polícia Militar da Paraíba será responsável pela maior parte da operação, com o emprego de aproximadamente 6,2 mil agentes. O contingente terá como missão principal a guarda das urnas eletrônicas, a proteção de magistrados e a realização de policiamento ostensivo nos locais de votação.
A estratégia de distribuição do efetivo busca assegurar que nenhum ponto de votação fique desassistido, garantindo que o eleitor possa exercer seu direito ao voto com segurança. A presença ostensiva visa também desencorajar qualquer tentativa de coação ou irregularidade que possa comprometer a lisura do pleito.
Ações da Polícia Civil e combate a crimes eleitorais
A Polícia Civil da Paraíba também apresentou um plano robusto, contando com 1.435 policiais, entre efetivo ordinário e reforços, além de uma frota de 313 viaturas. As equipes estarão distribuídas pelas quatro Superintendências Regionais, com sedes em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira, cobrindo as delegacias seccionais de todo o estado.
Nos locais onde a Polícia Federal não atuar diretamente, a Polícia Civil exercerá papel suplementar na repressão de crimes eleitorais. A corporação está preparada para realizar prisões em flagrante, registrar ocorrências e instaurar inquéritos, contando com o suporte da Unidade de Inteligência (Unintelpol) para monitorar possíveis ameaças à ordem pública. Mais informações sobre o cronograma oficial podem ser acompanhadas pelo portal g1 Paraíba.