A investigação detalhada pelo The Guardian aponta que o alvo do escândalo são doze contas criadas na plataforma descentralizada de previsões em criptomoedas, Polymarket. As contas operaram de forma coordenada, cirúrgica e com padrões de comportamento idênticos, o que levantou o alerta de fraude na auditoria.
Os números do escândalo apontados pelo The Guardian:
- 12 contas acertaram com precisão milimétrica as posições exatas do Top 5 da premiação.
- US$ 264.000 foi o valor total movimentado em apostas por esse grupo de perfis.
- US$ 200.000 em lucro líquido foi gerado a partir do acerto do ranking.
- 15 minutos foi o tempo que seis das contas levaram para realizar a aposta logo após serem criadas.
O jornal revelou que todas as contas suspeitas foram abertas em outubro de 2026 e focaram exclusivamente na combinação exata dos cinco primeiros finalistas: Harry Kane (1º), Kylian Mbappé (2º), Lamine Yamal (3º), Rodri (4º) e Lionel Messi (5º). Sete dessas contas nunca haviam feito qualquer outro tipo de previsão na plataforma anteriormente, e o comportamento foi classificado como “altamente anômalo”.
A suspeita central da justiça francesa, reforçada pela reportagem do veículo britânico, é que indivíduos com acesso aos votos confidenciais tenham quebrado o rígido protocolo de sigilo da organização e repassado a informação a terceiros antes da gala realizada no London Palladium. As autoridades francesas buscam agora rastrear a identidade real dos donos das carteiras digitais envolvidas.