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Governo americano proíbe uso de inteligência artificial da deepseek em agências federais

Governo americano proíbe uso de inteligência artificial da deepseek em agências federais
1 de 1 Logo do Deepseek — Foto: Dado Ruvic/Reuters

O governo dos Estados Unidos ordenou que suas agências deixem de utilizar ferramentas de inteligência artificial da startup chinesa DeepSeek, enquanto os dois países competem pela supremacia neste setor em rápida evolução. A medida foi comunicada pelo Departamento de Segurança Interna, refletindo crescentes preocupações sobre segurança cibernética e proteção de dados governamentais sensíveis.

Restrições e alcance da proibição federal

O comunicado oficial do departamento anuncia a proibição dos produtos desenvolvidos pela DeepSeek, incluindo ferramentas criadas por terceiros que utilizem essa tecnologia. As diretrizes determinam que os softwares sejam removidos imediatamente de todos os dispositivos oficiais.

Embora a orientação alcance diretamente as agências civis sob sua jurisdição, o documento não possui poder direto sobre as Forças Armadas nem sobre os serviços de inteligência norte-americanos. Até o momento, o Departamento de Defesa não se manifestou publicamente sobre a adoção de medidas semelhantes em suas estruturas.

Riscos apontados e vulnerabilidades de dados

Documentos anexados ao comunicado oficial justificam a decisão ao apontar que os modelos tecnológicos da empresa chinesa apresentam múltiplos vetores de ameaça. A principal preocupação reside na possibilidade de vazamento de informações confidenciais para o exterior.

Segundo a agência governamental, o emprego dessas tecnologias por funcionários públicos ou fornecedores pode resultar na transferência indesejada de dados sigilosos. A justificativa baseia-se no fato de que os servidores da empresa estão localizados em território chinês, onde a legislação local confere ampla autoridade estatal para acessar a infraestrutura de companhias privadas, conforme detalhado por reportagem da Reuters.

A ascensão da DeepSeek, consolidada como um dos principais laboratórios do setor na China, causou forte impacto no mercado global ao introduzir um chatbot de baixo custo e alto desempenho, desafiando diretamente a hegemonia das corporações norte-americanas.

Acusações de propriedade intelectual e disputa geopolítica

A tensão entre as potências é agravada por disputas relacionadas à propriedade intelectual e ao desenvolvimento tecnológico. Autoridades dos Estados Unidos já haviam acusado a startup e outras empresas concorrentes do país asiático de apropriação sistemática de capacidades pertencentes a modelos avançados criados por rivais ocidentais.

O episódio evidencia a intensificação da rivalidade tecnológica global, onde a corrida pela inovação digital caminha lado a lado com barreiras regulatórias e restrições de segurança nacional em ambas as nações.

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