Pesquisar

 “O Justiceiro: Uma Última Morte” entrega o Frank Castle mais carniceiro do MCU

 “O Justiceiro: Uma Última Morte” entrega o Frank Castle mais carniceiro do MCU

Disponível desde 12 de maio de 2026 no Disney Plus , o especial O Justiceiro: Uma Última Morte (The Punisher: One Last Kill) marca o retorno triunfal de Jon Bernthal como Frank Castle, com cerca de 45-50 minutos (sem créditos), a produção Marvel Television funciona como ponte direta entre a segunda temporada de Demolidor: Renascido e os próximos capítulos do MCU, especialmente o vindouro Homem-Aranha 4.

Dirigido por Reinaldo Marcus Green (de King Richard) e co-escrito pelo próprio Bernthal, o especial retoma Frank Castle logo após os eventos de Demolidor, em um momento em que o anti-herói tenta deixar para trás o ciclo de vingança, ele busca um sentido maior para sua existência, lidando com traumas de guerra, perda da família e alucinações que o assombram.

No entanto, uma força inesperada ligada à família criminosa Gnucci, com destaque para a matriarca Ma Gnucci (Judith Light) o arrasta de volta à violência.

Bernthal continua impecável, sua interpretação de Frank Castle é carregada de dor, fúria contida e humanidade quebrada, o ator carrega o especial nas costas com presença física e emocional intensas, as sequências de ação são brutais, gráficas e sangrentas, representando o que há de mais violento já visto no MCU até aqui, o especial resgata o tom sombrio e “street-level” da era Netflix, sem medo de mostrar o Justiceiro como uma força punitiva implacável.

O retorno de personagens como Curtis Hoyle (Jason R. Moore) traz um sabor nostálgico e emocional, conectando o especial à série original, a direção de Green entrega tensão e um visual cru que combina com a jornada interna de Castle, que oscila entre redenção e recaída.

O principal limite é o tempo, com menos de uma hora, o roteiro não aprofunda suficientemente os traumas de Frank nem desenvolve os antagonistas com a densidade que o personagem merece. 

A narrativa às vezes parece mais um episódio estendido do que um especial autônomo, servindo claramente como ponte para histórias futuras (inclusive com conexões sutis ao Homem-Aranha), algumas críticas online apontaram problemas pontuais de CGI em cenas de ação, embora isso não comprometa o conjunto.

O Justiceiro: Uma Última Morte é o especial mais ambicioso e fiel ao espírito do personagem desde a era Netflix. Não é perfeito apenas por ser curto, mas Jon Bernthal entrega uma performance visceral que justifica a existência do projeto, para fãs de Frank Castle, é imperdível: violento, dolorido e com promessas de um futuro interessante no MCU.

O especial reforça que, mesmo no universo iluminado da Marvel Studios, ainda há espaço para heróis sombrios que operam nas sombras e que ninguém faz isso melhor que o Justiceiro. Recomendado para maiores de 18 anos, com cenas fortes de violência (que é o que a gente espera e gosta no personagem)

Nota 5/5

Mais recentes

Rolar para cima