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OPERAÇÃO SOBERANIA: GOVERNO FEDERAL LANÇA PACOTE DE R$ 11 BILHÕES CONTRA O CRIME ORGANIZADO

OPERAÇÃO SOBERANIA: GOVERNO FEDERAL LANÇA PACOTE DE R$ 11 BILHÕES CONTRA O CRIME ORGANIZADO

Em uma resposta direta à escalada da violência e à infiltração das facções criminosas no sistema público, o Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (13/05/2026) o Plano Nacional de Enfrentamento ao Crime Organizado. O pacote prevê o investimento de R$ 11 bilhões até o final de 2027, focando em inteligência, controle de fronteiras e asfixia financeira das organizações.

O anúncio ocorre em meio a investigações sensíveis, como o Caso Master, que revelou como o braço financeiro do crime utiliza instituições bancárias para lavar dinheiro e corromper agentes públicos.

Os 4 Pilares do Investimento

O recurso não será destinado apenas à compra de viaturas, mas sim a uma reestruturação tecnológica e operacional:

1. Asfixia Financeira (R$ 3 bi): Fortalecimento do COAF e criação de unidades especializadas na Polícia Federal para rastrear criptoativos e participações societárias de fachada. O objetivo é “seguir o dinheiro” para derrubar a cúpula das facções.

2. Tecnologia e Fronteiras (R$ 4 bi): Ampliação do uso de drones de alta autonomia, satélites de monitoramento em tempo real e instalação de scanners de última geração em portos e aeroportos para frear o escoamento de drogas e armas.

3. Integração de Dados (R$ 2 bi): Criação de uma rede nacional que unifique as inteligências das polícias estaduais e federais, permitindo que um alerta de movimentação suspeita no Rio Grande do Sul seja visualizado instantaneamente no Amazonas.

4. Presídios de Segurança Máxima (R$ 2 bi): Construção de novas unidades federais e implementação de tecnologias que bloqueiam 100% do sinal de comunicação, isolando lideranças criminosas.


Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A “Luta contra os Colarinhos Brancos”

Um ponto central do discurso de lançamento foi o combate à lavagem de dinheiro. O governo destacou que o crime organizado hoje não está apenas nas periferias, mas operando dentro de bancos e corretoras de valores.

• Caso Master/BRB: O pacote prevê uma força-tarefa permanente entre Banco Central, CVM e Polícia Federal para auditar carteiras de crédito suspeitas, evitando que bancos públicos sejam usados para absorver prejuízos de operações criminosas.

• Corrupção de Agentes: Parte da verba será destinada a programas de compliance e auditoria interna em órgãos governamentais para identificar funcionários que facilitam a logística do crime.

Impacto Imediato

O governo espera que, com a implementação das primeiras fases do plano, haja uma redução de 15% nos crimes violentos e um aumento de 40% na apreensão de ativos financeiros ilícitos já no primeiro ano. O projeto também inclui a criação de um “Fundo de Recuperação de Ativos”, onde o dinheiro confiscado do crime será reinvestido diretamente em projetos sociais e esportivos em áreas dominadas por facções.

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