O Ministério da Saúde consolidou a expansão do programa de assistência médica e multiprofissional voltado para a terceira idade no Brasil. Idosos que apresentam dificuldades severas ou impossibilidade de locomoção agora contam com a garantia de atendimento domiciliar estruturado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa visa humanizar o tratamento, reduzir as filas em prontos-socorros e evitar o deslocamento doloroso e arriscado de pacientes vulneráveis até as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Como funciona o atendimento em casa?
O serviço é coordenado pelas equipes do programa Melhor em Casa e da Estratégia Saúde da Família (ESF). O atendimento não se limita apenas a consultas médicas eventuais, englobando um ecossistema completo de cuidados:
Equipes Multiprofissionais (EMAD): Os pacientes recebem visitas periódicas de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas, de acordo com a necessidade do quadro clínico.
Procedimentos Complexos na Residência: As equipes estão capacitadas para realizar curativos de alta complexidade, trocas de sondas, adaptação de oxigenoterapia e administração de medicamentos injetáveis diretamente no leito do idoso.
Exames Domiciliares: Coletas de sangue para exames laboratoriais básicos e, em alguns municípios, exames de eletrocardiograma e ultrassonografia portátil são realizados sem que o idoso precise sair de casa.
Quem tem direito e como solicitar o serviço?
Critério de elegibilidade: O atendimento é direcionado a idosos com quadros de saúde que exijam cuidados frequentes e que apresentem restrição física (como sequelas graves de AVC, fraturas de fêmur em recuperação, demências em estágio avançado ou pacientes em cuidados paliativos).
Para solicitar a inclusão do paciente no programa, o familiar ou cuidador deve:
1. Procurar a UBS mais próxima: Levar os documentos pessoais do idoso, o cartão do SUS e um laudo médico atualizado que ateste a dificuldade de locomoção.
2. Avaliação da Equipe: Uma equipe técnica da Unidade Básica de Saúde realizará uma visita inicial à residência para avaliar as condições do paciente e o perfil do cuidador.
3. Plano de Cuidados: Uma vez aprovado, o idoso é inserido no cronograma de visitas regulares, e a família recebe orientações diárias de como proceder no manejo do paciente.
A ampliação desse modelo de atenção domiciliar é apontada por gestores públicos como um passo essencial para o envelhecimento digno da população brasileira, otimizando o uso de leitos hospitalares e proporcionando maior conforto aos pacientes crônicos no ambiente familiar.