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TARIFAÇO DE TRUMP PODE TAXAR EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS EM ATÉ 37,5%

TARIFAÇO DE TRUMP PODE TAXAR EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS EM ATÉ 37,5%

16 de julho de 2026

A relação comercial entre o Brasil e os Estados Unidos caminha para o seu momento mais crítico na gestão de Donald Trump. Além da tarifa geral de 25% prevista na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana sob alegações de barreiras digitais (com críticas diretas ao Pix), uma nova investigação sobre cadeias de suprimentos ameaça impor uma sobretaxa extra de 12,5% sob acusações de falhas na rastreabilidade de mão de obra. Se aplicadas de forma cumulativa, o imposto total sobre os produtos brasileiros pode alcançar o patamar histórico de 37,5%.

A iminência desse tarifaço duplo acendeu um sinal de alerta vermelho no setor exportador nacional, colocando produtos de alto valor agregado como aço processado, autopeças e calçados sob risco iminente de perderem totalmente a competitividade na alfândega dos EUA. Sem barreiras de proteção tarifária, o empresariado brasileiro teme um corte severo em seus contratos de exportação e a consequente perda de postos de trabalho em polos industriais estratégicos no Brasil.

Diante do silêncio e da inércia diplomática do Palácio do Planalto, analistas de mercado e ex-diplomatas criticam duramente a postura do governo brasileiro. A avaliação de especialistas é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu adotar um discurso político hostil e de confronto público contra a administração republicana para consumo interno, em vez de focar em negociações técnicas e de alto nível que pudessem mitigar o impacto econômico e poupar os produtores nacionais.

Diante da falta de articulação do governo federal, o setor privado brasileiro decidiu agir de forma independente e enviou delegações de emergência a Washington. Representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Amcham estão realizando reuniões de última hora com o Congresso norte-americano e com compradores locais na tentativa de costurar uma lista de exceções, com foco em poupar o ferro-gusa e minerais críticos, que também são vitais para a indústria dos próprios Estados Unidos.

Caso a taxação total de 37,5% se confirme, o Ministério da Fazenda brasileiro já estuda acionar os mecanismos da recém-aprovada Lei de Reciprocidade Econômica. O dispositivo jurídico permite ao Brasil impor sanções de igual magnitude sobre bens e serviços importados dos Estados Unidos, o que pode desencadear uma guerra comercial aberta de grandes proporções e pressionar ainda mais as taxas inflacionárias nas duas maiores economias do continente americano.

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