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Trump ameaça classificar como inimigo quem usar termo inteligência artificial

Trump ameaça classificar como inimigo quem usar termo inteligência artificial
1 de 2 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa na Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026 — Foto: Mike Segar/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom em relação à nomenclatura oficial adotada pela Casa Branca para tecnologias emergentes. Em uma publicação recente na rede social Truth Social, o mandatário afirmou que qualquer pessoa que utilize o termo “inteligência artificial” em vez da designação “superinteligência” será considerada um “inimigo” pelo governo americano.

A diretriz oficial da Casa Branca

A mudança terminológica não é apenas uma preferência retórica, mas uma política de Estado. Em setembro de 2026, durante sua participação na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Trump já havia sinalizado a intenção de alterar a nomenclatura, argumentando que o novo termo “soava muito melhor”.

Logo após o evento, o presidente assinou um decreto que obriga todos os órgãos do governo federal dos Estados Unidos a adotarem a nova terminologia em documentos oficiais e comunicações públicas. A medida busca consolidar “superinteligência” como o padrão linguístico da administração atual.

Repercussão no setor privado e tecnológico

Embora a obrigatoriedade do uso do termo esteja restrita à esfera governamental, a influência da decisão já reverbera em grandes corporações do setor tecnológico. A Meta, sob o comando de Mark Zuckerberg, já incorporou a nomenclatura em suas comunicações internas, alinhando-se à diretriz da Casa Branca.

O bilionário Elon Musk, CEO da Tesla e aliado político de Trump, também tem adotado o termo “superinteligência” em suas publicações na rede social X. A adesão de figuras centrais do Vale do Silício reforça a tentativa do governo em moldar a percepção pública sobre o avanço tecnológico.

Contexto e objetivos da mudança

A iniciativa ocorre em um momento de crescente debate sobre os impactos da tecnologia na sociedade americana. Trump, que se posiciona como um entusiasta do setor, busca associar a “superinteligência” a uma conotação mais positiva e poderosa, distanciando-a de preocupações ligadas à segurança cibernética e à instalação de centros de dados, que têm gerado protestos em diversas localidades do país.

Apesar da retórica agressiva utilizada na rede social, o presidente não detalhou quais seriam as consequências práticas ou as medidas punitivas para aqueles que persistirem no uso da expressão “inteligência artificial”. A declaração, contudo, intensifica a pressão sobre o discurso público em torno da inovação tecnológica. Para mais informações sobre o cenário político americano, consulte o portal g1.globo.com.

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