A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta semana uma série de reajustes tarifários que afetarão diretamente o bolso de aproximadamente 22 milhões de brasileiros. O aumento impacta grandes áreas de concessão em estados como Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe, além de partes de São Paulo.
Os novos índices já começam a valer para as faturas com vencimento a partir de maio de 2026, variando conforme a distribuidora e a categoria do consumidor (residencial ou industrial).
Os Principais Reajustes por Distribuidora
A variação depende dos custos de cada empresa com a compra de energia e encargos setoriais. Veja os destaques:
• Neoenergia Coelba (Bahia): Aumento médio de 8,80%. Cerca de 6,6 milhões de unidades consumidoras serão atingidas.
• Enel Ceará: Reajuste médio de 9,25%. Impacta mais de 3,8 milhões de clientes.
• Neoenergia Cosern (RN): Alta de 8,12%.
• CPFL Paulista (Interior de SP): Reajuste médio de 6,44%, atingindo uma das maiores áreas de concessão do país.

A Aneel projeta que o reajuste médio seja de 8% em 2026, quase o dobro da inflação projetada para este ano…
Por que a conta está subindo?
A Aneel justifica os aumentos baseada em três pilares principais que pressionam os custos das distribuidoras:
1. Compra de Energia: O custo da energia gerada (especialmente de fontes térmicas quando os reservatórios estão baixos) subiu.
2. Encargos Setoriais: Subsídios embutidos na conta de luz, como os incentivos para fontes renováveis e a Tarifa Social, aumentaram o peso sobre o consumidor comum.
3. Transmissão: Investimentos em novas linhas de transmissão para escoar energia eólica e solar do Nordeste para o restante do país são repassados às tarifas.
Impacto na Inflação e na Economia
O aumento da energia elétrica é um dos itens que mais pesa no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Além do custo direto na residência, há o efeito cascata:
• Indústria e Comércio: Repassam o custo da energia para o preço final dos produtos e serviços.
• Poder de Compra: Com a conta de luz consumindo uma fatia maior da renda, o consumo de outros bens tende a cair.