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PF INVESTIGA APORTE DE PREFEITURA PAULISTA NO BANCO MASTER

PF INVESTIGA APORTE DE PREFEITURA PAULISTA NO BANCO MASTER

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (23/04/2026) a Operação Moral Hazard, que investiga um aporte de R$ 13 milhões feito pelo instituto de previdência municipal de uma cidade do interior de São Paulo no Banco Master. A ação mira suspeitas de gestão temerária e corrupção envolvendo a aplicação de recursos de servidores públicos em títulos da instituição financeira, que já é alvo de uma crise sistêmica.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim. A Justiça Federal também determinou o afastamento de funções públicas dos investigados e o bloqueio de bens.

O Foco da Investigação: RPPS no Alvo

O caso acende o alerta sobre os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) os fundos que garantem a aposentadoria dos servidores municipais. Segundo a PF:

• Investimento de Risco: O fundo municipal (Iprem) teria aplicado milhões em Letras Financeiras do Banco Master, ativos considerados de alto risco dado o histórico de liquidez e as investigações que cercam o banco.

• Possível Propina: A PF apura se houve o pagamento de vantagens indevidas a gestores públicos para que eles direcionassem o dinheiro do fundo para o Master, ignorando pareceres técnicos de risco.

• Alerta da Previdência: A investigação começou após um aviso da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que detectou irregularidades nas aplicações da prefeitura paulista.


Foto ilustrativa mostra agente da Polícia Federal — Foto: Divulgação/PF

Efeito Dominó: O Rombo nos Municípios

O caso dessa prefeitura não é isolado. Dados do Ministério da Previdência indicam que diversos estados e municípios brasileiros possuem cerca de R$ 1,8 bilhão investidos em ativos ligados ao Banco Master. Com a crise da instituição, o risco é de que o prejuízo recaia sobre o contribuinte local

“Importante: A legislação prevê que, caso esses fundos tenham prejuízo e não consigam pagar as aposentadorias, as prefeituras e governos estaduais são obrigados a cobrir o rombo com recursos do tesouro municipal/estadual, o que pode paralisar investimentos em saúde e educação.”

Conexão com o Caso Master e o BRB

A operação de hoje é mais um braço do “Caso Master”, que já levou à prisão do ex-presidente do BRB e expôs uma rede de influência que envolve desde grandes empresários até figuras do Judiciário. A PF suspeita que o Master utilizava uma rede de consultores financeiros para convencer prefeitos e gestores de fundos a aplicar dinheiro público na instituição em troca de benefícios políticos ou financeiros.

O Que Dizem os Envolvidos?

• Prefeitura/Iprem: Em nota, os institutos de previdência citados costumam afirmar que as aplicações seguiram a legislação vigente e que buscam a rentabilidade dos ativos, colaborando com as autoridades.

• Banco Master: O banco tem negado irregularidades e sustenta que suas operações são auditadas e seguem as normas do Banco Central. No entanto, a instituição enfrenta um processo de liquidação que gera incerteza sobre a devolução total desses aportes.

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