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Sangue, Suor e “Fan Service”: Mortal Kombat 2 Supera o Antecessor com Dose cavalar de Adrenalina.

Sangue, Suor e “Fan Service”: Mortal Kombat 2 Supera o Antecessor com Dose cavalar de Adrenalina.

Três anos após o reboot que dividiu opiniões, a franquia de luta mais sangrenta dos videogames retorna às telonas com uma confiança renovada.

Mortal Kombat 2 não apenas corrige as hesitações do filme de 2021, mas mergulha de cabeça no brutal e na mitologia densa que tornaram a série um ícone cultural, se o primeiro filme pareceu um longo prólogo, a sequência é o prato principal que os fãs esperavam.

O grande elefante na sala ou melhor, a estrela no tapete vermelho é Karl Urbancomo Johnny Cage,  ator de “The Boys” entrega uma performance que equilibra perfeitamente o carisma egocêntrico de um astro de Hollywood com a habilidade marcial necessária para sobreviver ao Outworld, a interação de Urban com o elenco, especialmente com o protagonista anterior Cole Young (completamente desnecessário em todos os dois filmes), traz uma leveza cômica que faltava ao tom excessivamente sério do capítulo anterior.

Desta vez, as apostas são elevadas, com a ameaça de invasão de Shao Kahn (Martyn Ford) pairando sobre a Terra, o filme nos apresenta a personagens fundamentais como:

 •Kitana (Adeline Rudolph) traz uma carga emocional surpreendente e cenas de luta visualmente deslumbrantes com seus leques laminados.

 •Jade (Tati Gabrielle) é uma adição feroz que expande a guarda real do Outworld.

 •Baraka e Sindel completando um elenco que parece saído diretamente da tela de seleção do jogo.

O diretor Simon McQuoid parece ter ouvido as críticas sobre a “origem” de Cole Young, embora ele continue sendo o fio condutor, o foco agora é dividido com as lendas do torneio, as lutas estão mais nítidas, menos picotadas por cortes de edição, e o uso de efeitos práticos misturados ao CGI dá um peso visceral aos golpes.

Os momentos de “Fatality” são, como esperado, o ponto alto, o filme não economiza no gore, mas o faz com uma coreografia que beira o artístico, servindo como uma carta de amor aos jogadores que cresceram decorando sequências de botões.

O ponto fraco roteiro sofre para equilibrar o tempo de tela de tantos personagens icônicos, deixando alguns favoritos com participações breves.

Mortal Kombat 2 é o raro caso de uma sequência que entende exatamente o que seu público quer, barulhento, sangrento e assumidamente um “filme de videogame”.

Nota 5/5

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